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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Aquele que é semelhante ao Mensageiro de Allah


O texto abaixo traz uma passagem da vida de Hussein ibn Ali ibn Abu Talib, onde o imam prevê o martírio de seu filho Ali al-Akbar e a tragédia de Karbala. O jovem Ali era considerado o mais parecido com o bisavô Muhammad. Segundo Al-Khazraji ("A revolução do Imam Al-Hussein", editora Arresala), Ali era "a imagem do Profeta", de modo que o povo dizia que "quando sentíamos saudades do Profeta olhávamos para ele".

Interessante notar que o tema do nosso post anterior, sonhos, também aparece aqui. Acerca do antipático costume de proibição de não-muçulmanos nas mesquitas, logo no início do texto, há que registrar que é objeto de controvérsia, variando conforme o lugar, a época e escola de jurisprudência adotada (como é explicado aqui).

Um certo dia um cristão ingressou na Mesquita do Mensageiro de Allah e o povo exclamou: "Ei, você! Você não tem permissão para entrar na Mesquita do Mensageiro de Allah, porque é cristão. Então saia."

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Elogio do sono


Os atos de dormir e sonhar sempre tiveram forte carga simbólica. A perda, por algumas horas, do contato consciente com o mundo exterior decerto assombrava o homem primitivo. É sintomático que entre os gregos Hypnos, o deus do sono, seja irmão de Tánatos, deus da morte. Um dos filhos de Hypnos é Morfeu, que por sua vez é deus dos sonhos, daí o nome do opiáceo morfina. A associação entre morte e sono aparece de forma poeticamente bela no texto corânico:

Ele é Quem vos recolhe, durante o sono, e vos reanima durante o dia, bem sabendo o que fazeis, a fim de que se cumpra o período prefixado (6: 60)

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Considerações sobre magia


J. L. Tejo
editor do blog

Como definir magia? Aleister Crowley, em seu Livro 4 (Liber ABA), se referindo a seu sistema como Magick (diferenciando-o da vulgarizada expressão "magic"), a define como a "ciência da vida". Por sua vez, em seu "Dogma e Ritual de Alta Magia" o ocultista francês Eliphas Lévi a distingue como sendo "a ciência tradicional dos segredos da natureza", e delimita dois campos: "O mago dispõe de uma força que conhece, o feiticeiro procura abusar do que ignora".

Tal delimitação nos parece importante. Toda e qualquer ferramenta -seja corpórea, literalmente falando, ou incorpórea (o conhecimento, o saber, a técnica)- pode possuir um bom ou mau uso conforme o utilizador. Determinada substância pode ser medicamentosa ou venenosa, a depender da forma como é ministrada. O mal não está, portanto, na substância ou na ferramenta, mas naquele que lhe opera. Ser mago ou ser feiticeiro, na distinção de Lévi, diz respeito ao conhecimento que temos sobre a ferramenta e à forma como vamos utilizá-la.

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