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terça-feira, 20 de novembro de 2018

A propósito do véu - I


O texto a seguir é do kuwaitiano Khaled Abou El Fadl, professor de Direito na Universidade da Califórnia, acerca de uma velha polêmica no mundo muçulmano: a obrigatoriedade ou não do véu para as mulheres. A fatwa -parecer jurídico- do jurista, à luz de um minucioso estudo etimológico do texto corânico, fala da importância da contextualização histórica e cultural.

Dividimos o texto em duas partes. Na continuação disponibilizaremos o link original. A imagem que ilustra o post é de María Evelia Santana Concepción.

Fatwa sobre o hijab

Khaled Abou El Fadl

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Considerações sobre magia


J. L. Tejo
editor do blog

Como definir magia? Aleister Crowley, em seu Livro 4 (Liber ABA), se referindo a seu sistema como Magick (diferenciando-o da vulgarizada expressão "magic"), a define como a "ciência da vida". Por sua vez, em seu "Dogma e Ritual de Alta Magia" o ocultista francês Eliphas Lévi a distingue como sendo "a ciência tradicional dos segredos da natureza", e delimita dois campos: "O mago dispõe de uma força que conhece, o feiticeiro procura abusar do que ignora".

Tal delimitação nos parece importante. Toda e qualquer ferramenta -seja corpórea, literalmente falando, ou incorpórea (o conhecimento, o saber, a técnica)- pode possuir um bom ou mau uso conforme o utilizador. Determinada substância pode ser medicamentosa ou venenosa, a depender da forma como é ministrada. O mal não está, portanto, na substância ou na ferramenta, mas naquele que lhe opera. Ser mago ou ser feiticeiro, na distinção de Lévi, diz respeito ao conhecimento que temos sobre a ferramenta e à forma como vamos utilizá-la.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Dançar é preciso, viver não é preciso


(publicado originariamente
no Platitudes Banais)

O clérigo xiita kuwaitiano Yasser Habib, à pergunta (*) se é ilícito cantar ou tocar música:

Cantar e tocar música é uma armadilha de Satã, através da qual ele tem acesso à alma e ao coração do indivíduo e o leva à concupiscência, motivo pelo qual devem ser proibidos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Considerações sobre o wudu


J. L. Tejo
editor do blog

Algumas reflexões sobre wudu (ou abdesto, do persa), a ablução ritualística performada, por exemplo, antes das orações. A prática possui previsão corânica:

Ó crentes, sempre que vos dispuserdes a observar a oração, lavai o rosto, as mãos e os antebraços até aos cotovelos; esfregai a cabeça, com as mãos molhadas e lavai os pés, até aos tornozelos. E, quando estiverdes polutos, higienizai-vos; porém, se estiverdes enfermos ou em viagem, ou se vierdes de lugar escuso ou tiverdes tocado as mulheres, sem encontrardes água, servi-vos do tayamum com terra limpa, e esfregai com ela os vossos rostos e mãos. Allah não deseja impor-vos carga alguma; porém, se quer purificar-vos e agraciar-vos, é para que Lhe agradeçais. (5:6) (1)

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