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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Eles me dizem para não amaldiçoar Yazid


O pequeno texto abaixo é atribuído ao professor Sayed Ammar Nakshawani. O tema é o perdão e a misericórdia infinita da divindade -Ar-Rahman, Ar-Rahim, o Clemente, o Misericordioso- e também sobre a prática da lanah [la'nah], ou seja, a maldição imprecada contra inimigos. É prudente que não a façamos: tudo que vai, volta, caso imerecido. Mas se o amaldiçoado pode ser beneficiário de perdão, também o seria o amaldiçoador.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Se Deus é encontrado através das abluções...


Trazemos abaixo outra versão nossa para versos de Bulleh Shah, sobre o qual falamos em outro post. É baseada na tradução inglesa de Fuad Usman Khan, extraída aqui.

Como na poesia anterior, também aqui há uma irreverente crítica à manifestação religiosa meramente formal, isto é, exotérica; quando prende-se mais à forma do que ao conteúdo. Por pura que seja a água da ablução (wudu), pode lavar um coração mal intencionado? Assim seguimos nos enganando, acreditando que a mera ritualística exterior seja suficiente.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Reabrir as portas da interpretação


Como a vida é uma criação constante (Iqbal), o regramento dessa vida não pode estar, por sua vez, estagnado. Em termos islâmicos, acreditamos, como Taha (conforme vimos aqui), que a perfeição da Sharia consiste precisamente em sua capacidade de evoluir. Esse processo de recriação se perde, contudo, quando é declarado que a atividade racional de interpretação da lei está concluída, nada mais havendo a fazer senão repisar o já estabelecido.

Nos dois pequenos fragmentos abaixo (por acaso, ambos autores franceses), o fim do ciclo crítico é considerado como uma das causas da eventual decadência científica do mundo islâmico.

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